Após nove dias de internação no Hospital Santa Isabel, em Blumenau, Dayane Martins Cavalcanti, vítima de um atropelamento na BR-470 em Gaspar, no dia 23 de abril, recebeu alta e, desde 1º de maio, já se recupera na casa de familiares, em Jaraguá do Sul. Ela teve um braço quebrado no acidente, mas garante que a saúde já está bem e que o apoio dos parentes está lhe ajudando a se recompor.
A preocupação maior agora passa a ser reencontrar Belinha, a cachorra que no dia do atropelamento deu uma prova de lealdade ao se manter ao lado de Dayane durante todo o socorro prestado pelos bombeiros e pelos professores do Serviço de Atendimento Médico de Urgência, Samu. Dayane conta que acolheu Belinha quando a cachorra tinha apenas 40 dias, pouco mais de dois anos atrás. Desde então, as duas não se desligaram mais.
?Ela entende tudo, tem expressão própria, é extremamente carinhosa, companheira, exatamente como aparece nas imagens. Trato ela como se fosse minha filha?, revela Dayane. No dia do acidente, ela conta que recobrou a consciência apenas quando estava entrando na ambulância, com Belinha perto dos médicos e bombeiros. ?Eu sabia que naquele momento não podia ajudá-la, mas assim que me recuperei comecei a buscar informações sobre o paradeiro dela?, afirma.
Ainda no hospital, visitantes contaram que as imagens de Belinha prestando apoio no momento do socorro a Dayane haviam sido divulgadas pela imprensa e ganhado repercussão principalmente na internet. Agora, tudo que ela quer é saber onde está Belinha e reencontrar a fiel companheira. ?Ela é extremamente leal, emotiva, como os animais costumam ser. São ligações que a gente faz acima da compreensão humana?, destaca.
Quem tiver informações sobre o paradeiro de Belinha pode entrar em contato com Dayane pelo telefone 9615-1073 ou com a própria redação do Cruzeiro do Vale pelo telefone 3332-9060.
O dia do acidente
Natural de Rondônia, Dayane morou boa parte da vida no Paraná e se mudou para o Litoral de Santa Catarina no final de 2009. Morou em Barra Velha e, mais recentemente, em Navegantes. Dias antes do acidente, Dayane havia comprado uma bicicleta com carrocinha, espaço pensado para a cachorrinha, e partiu deixando a maior parte dos pertences em casa. ?Saí com meu maior patrimônio, que era a Belinha, em busca de um novo lar, mas infelizmente tivemos um acidente no caminho?, conta.
Com a saúde novamente em dia, ela concentra esforços na busca por informações que possam levá-la à fiel companheira. ?Estou me sentindo em casa. Os familiares me acolheram bem, a recuperação e o lado psicológico estão ótimos. O que falta é a motivação por ainda não ter encontrado a Belinha?, lamenta.
Edição 1486
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A mulher que foi atropelada na semana passada na BR-470, em Gaspar, se recupera bem no Hospital Santa Isabel, em Blumenau. Uma vizinha da vítima, que mora em Navegantes, contatou a reportagem do Cruzeiro do Vale e informou que ela teria deixado a Unidade de Terapia Intensiva, UTI, e feito uma cirurgia no braço no último sábado, 27.
Segundo Anna Cristina, a vizinha da vítima, o nome da mulher atropelada é Daiane e ela mora em uma quitinete ao lado da casa dela há mais de três anos. Distante da família, a cachorra Belinha seria sua única companhia. Agora, as amigas e vizinhas se mobilizam para tentar encontrar a cachorrinha antes que ela saia do hospital. ?Acredito que a Belinha vai ser fundamental para a recuperação dela, porque ela era muito apegada à cachorra?, afirma.
Antes do acidente da terça-feira, Daiane teria saído de casa no domingo com algumas roupas, deixando pertences como a moto e até mesmo o telefone celular em casa.
Edição 1484

Na manhã de terça-feira, 23, um atropelamento no km 30 da BR-470, em Gaspar, deixou uma mulher ferida e provocou também uma cena capaz de sensibilizar quem acompanhava o atendimento ao acidente e à vítima prestado por bombeiros, policiais rodoviários e médicos do Samu. Enquanto a pedestre, que não portava documentos, recebia os cuidados iniciais, a cachorrinha que a acompanhava até o momento do acidente permanecia ao seu lado, como se oferecesse apoio.
Ela permaneceu junto da maca até a entrada na ambulância do Samu de Blumenau, que levou a pedestre para um hospital de Blumenau. O exemplo de lealdade ganhou repercussão no site e, principalmente, no Facebook do Cruzeiro do Vale. Até o início da noite desta quinta-feira, a postagem com a foto da cachorrinha havia recebido 2,7 mil curtidas e sido compartilhada 5,5 mil vezes na rede social, inclusive entre usuários de outros estados do país.
O caso ocorreu na mesma semana em que outra cachorrinha foi encontrada em meio a um terreno com lixo e animais mortos no bairro Itoupava Central, em Blumenau, o que reforçou ainda mais a mobilização em favor dos animais.
O estado da vítima
A mulher que foi atropelada não portava documentos, segundo os bombeiros, e aparentava ter entre 25 e 30 anos. Ela foi atingida por um caminhão com placas de Lindoia do Sul (SC). De acordo com testemunhas, ela teria caminhado por vontade própria para o meio da pista e outros condutores já haviam precisado desviar para não atingi-la. No momento do atendimento, ela estava consciente, mas com suspeita de fratura no braço e escoriações pelo corpo, segundo os bombeiros.
A reportagem do Cruzeiro do Vale tentou informações sobre o estado de saúde dela ao longo da quarta e da quinta-feira, mas sem sucesso. O Samu de Blumenau, responsável por encaminhar a vítima ao hospital, alega não ter autorização para informar se foi descoberto o nome da paciente e tampouco para qual unidade de saúde a mulher foi levada. Os dois maiores hospitais públicos da cidade vizinha afirmam não ter registros de pacientes sem identificação com entrada na terça-feira.
Desde a postagem da foto da cachorrinha no Facebook do Cruzeiro do Vale, essa foi a pergunta que despertou a curiosidade de boa parte das pessoas. Durante o atendimento, surgiu o comentário de que uma pessoa tomaria conta da cachorrinha provisoriamente, o que não se confirmou. A Polícia Rodoviária Federal, última a deixar o local do acidente, teria tentado atrair a cachorrinha para levá-la com eles, mas a tentativa não funcionou porque ela teria se mostrado um pouco agressiva.
Ainda na manhã de terça, uma gasparense que viu o caso nas redes sociais e se sensibilizou enviou um funcionário ao local do acidente, mas ele já não encontrou a cadelinha às margens da rodovia. A própria equipe do Cruzeiro do Vale, ao saber que a cachorrinha poderia não ter sido acolhida, na parte da tarde, voltou ao lugar do acidente para procurar e pedir informações, mas não obteve novidades. Nesta quinta-feira, uma representante da Associação Gasparense de Proteção e Amparo Animal, Agapa, também voltou ao local do acidente, mas não conseguiu informações sobre a cachorrinha.
Por enquanto, a torcida de quem acompanhou a história é para que alguém já tenha acolhido e protegido a cachorrinha. Se você tiver informações sobre o paradeiro dela, entre em contato com a redação do Cruzeiro do Vale pelo telefone 3332-9060 ou com algum membro da Agapa.
Edição 1483
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Um atropelamento registrado na manhã desta terça-feira, 23, na BR-470, deixou uma mulher gravemente ferida. A pedestre, que não portava documentos, seguia pelo acostamento da rodovia no sentido Navegantes-Blumenau quando teria invadido a pista. O acidente aconteceu no km 30 da BR-470, na localidade do Morro Grande.
Um motociclista que vinha do Litoral para Blumenau conta que conseguiu desviar da mulher, que continuou na pista e acabou sendo atingida por um caminhão que trafegava no sentido Blumenau-Navegantes. Outro condutor que seguia no caminho contrário confirma a versão e afirma que o caminhoneiro não teve como evitar o acidente.
O condutor do caminhão, que tinha placas de Lindoia do Sul (SC), Giovani Perosin, 29 anos, conta que ainda tentou desviar da pedestre e quase atingiu outro veículo, mas não houve como frear a tempo para evitar o atropelamento. Ele seguia para Itajaí.
Sem identificação
Segundo informações do Corpo de Bombeiros de Gaspar, que atendeu a ocorrência, a mulher aparentava ser uma andarilha, com idade entre 25 e 30 anos. Ela foi atendida no local e apresentava fratura no braço e escoriações generalizadas. A equipe do Serviço de Atendimento Médico de Urgência, Samu, analisava o caso da paciente, que deveria ser levada a um hospital de Blumenau.
Um dos pontos que chamou a atenção de quem acompanhava o atendimento foi a presença de um cachorrinho que acompanhava a mulher atropelada nesta manhã. Ele permaneceu ao lado da vítima durante todo o socorro dos bombeiros, até a porta da ambulância.
A Polícia Rodoviária Federal também esteve no local e o trânsito ficou em meia-pista por cerca de 20 minutos, o que gerou breves filas nos dois sentidos.
Edição 1483
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