Alfonso Pamplona coleciona histórias de dedicação ao próximo - Jornal Cruzeiro do Vale

Alfonso Pamplona coleciona histórias de dedicação ao próximo

30/01/2013

Não há quem tenha tanto orgulho da própria história e dos caminhos trilhados quanto Alfonso Rodolfo Pamplona, um dos 18 filhos de Rodolfo e Ana Carolina Vieira Pamplona. O senhor de 83 anos de idade sempre teve grande importância no município em que tanto ama morar. Durante muitos anos, trabalhou como juiz de paz, unindo diversos casais e apaziguando centenas de discussões. Hoje, ele gosta de relembrar todos os momentos marcantes pelos quais passou e que lhe renderam uma bela e exemplar trajetória de vida. 

 

Uma vida marcada pela dedicação ao próximo

fotopg9abrecolorMD.jpgGasparense de alma e coração, seu Alfonso não esconde o amor que sente pelo município e por todas as histórias que construiu na cidade. Hoje, aos 83 anos de idade, ele carrega no coração as lembranças de sua trajetória, que teve início no dia 19 de janeiro de 1930, no bairro Gaspar Mirim. Desde pequeno, Alfonso e toda a família trabalharam na roça cultivando arroz e, mais tarde, trabalhando no corte de lenha. Com oito anos, ele iniciou os estudos no Colégio Honório Miranda, no Centro. A distância da casa até a escola era grande, mas isso não o impediu de estudar. Todos os dias, o senhor de 83 anos de idade seguia a pé e descalço para o Centro, onde receberia a educação necessária para sua formação.

Aos 14 anos de idade, começou a trabalhar como balconista de uma cooperativa, onde ficou por quatro anos. Logo após, foi chamado para atuar no Exército. Por um ano e três meses, o simpático senhor permaneceu no Rio de Janeiro. O tempo em que serviu como cabo do Exército, lembra ele, foi de muito aprendizado. Alfonso destaca que embora existissem certas dificuldades, a convivência foi ótima e ele acabou ganhando mais uma grande família.

Em 1951, retornou a Gaspar e precisou lidar com um triste episódio: a morte da mãe. Em função deste drama, ele recebeu um pedaço de terra, onde começou a plantar arroz. Em 1955, aos 25 anos de idade, o querido senhor se casou com Margarida Schramm Pamplona, com quem construiu uma bela família formada por cinco filhos e 11 netos, dos quais 10 estão vivos. Por mais de quatro décadas, o casal viveu grandes momentos e colecionou diversas alegrias, porém, em 1997, Margarida morreu. Com o olhar sério, Alfonso diz que durante algum tempo a tristeza invadiu seu peito, mas cerca de três anos depois ele encontrou uma nova companheira que, segundo ele, é um verdadeiro anjo em sua vida. Alfonso e Elza Souza já estão casados há 14 anos. 

 

Maior alegria

Hoje, Alfonso Pamplona passa grande parte dos dias em casa, na rua Itajaí, bairro Sete de Setembro, ao lado da esposa. As caminhadas até o centro da cidade ainda acontecem, mas com menos frequência que antigamente. Para preencher esses dias tranquilos, ele conta com as visitas de seus filhos, que são a maior alegria de sua vida. ?Com eles passo por momentos marcantes e únicos, e isso é muito importante?.

 

 

Décadas de serviços prestados à comunidade gasparense

fotopg9retrancacolorMD.jpgUma das fases pelas quais passou e de que mais sente orgulho teve início em 1979, quando foi nomeado juiz de paz da Comarca de Gaspar. Nesta função, Alfonso era responsável por apaziguar discussões e, mais tarde, celebrar casamentos civis. Sorrindo, o querido senhor recorda que, na época, as discussões eram diárias e os motivos eram pequenos. As brigas mais frequentes se davam por vizinhos que pegavam a água um do outro, ou de animais que invadiam a propriedade de vizinhos.

Todas as histórias e os casos atendidos por Alfonso durante os 22 anos em que trabalhou como juiz de paz estão vivos na memória e são facilmente lembrados sempre que a saudade desta época invade seu peito. Entre os 2.500 casamentos celebrados e as milhares de discussões apaziguadas, o morador do bairro Sete de Setembro afirma que esta época marcou sua vida. As amizades feitas e a alegria estampada no rosto dos recém-casados são apenas algumas das lembranças mais marcantes. Além do reconhecimento da comunidade, Alfonso também recebeu uma grande homenagem do Juizado de Paz. Ele faz parte de um dos 100 juízes de paz do Brasil que receberam uma medalha comemorativa aos 170 anos do Juizado de Paz. O gasparense chegou a ir a Brasília receber a homenagem da Associação Nacional dos Juízes de Paz, Anjupaz.

 

 

Edição 1457

Comentários

jean charles de oliveira
31/01/2013 09:24
Saudades do Sr. Alfonso, alguns casamentos realizamos juntos. Que Deus sempre o ilumine.

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