Cirurgias e partos marcados, pacientes internados, leitos de alto padrão e médicos e enfermeiras correndo apressadamente pelos corredores prontos para atender os casos mais emergenciais. Esta é a realidade do Hospital de Gaspar, que desde o dia 9 de abril está sob os cuidados da Coper-Vida. O responsável pela empresa, e atual administrador do hospital, Richard Choseki, mostra em números o grande salto que o Hospital de Gaspar deu nos últimos meses.
Apenas em abril, mês em que a atual administração tomou posse, 144 pessoas foram internadas, sendo 17 internações cirúrgicas, 68 médicas, 54 internações obstétricas e 5 pediátricas. Em maio, os números são ainda maiores e chegam a um total de 255 internações: 52 cirurgicas, 140 médicas, 50 internações obstétricas e 13 pediátricas. ?A comunidade precisa entender que o hospital não é apenas o Pronto Atendimento, trabalhamos além dele também?, destaca o administrador.
O número de pacientes socorridos no Pronto Atendimento é muito superior. No mês de abril 2.192 pessoas foram atendidas, e em maio o número aumentou para 3.292 pessoas.
Depois de muito tempo sem nascer nenhum gasparense na cidade, o cenário mudou e o número de mães dando a luz no Hospital de Gaspar também é satisfatório, segundo o administrador. Em abril, foram realizados 39 partos, e em maio 35. As cirurgias também estão sendo agendadas e, desde abril, 111 pacientes já passaram por alguma operação.
A maior dificuldade
?Se observarmos bem, a demanda de atendimentos no PA é muito grande. O correto seria atendermos cerca de 1.800 por mês, já que existem também os Postos de Saúde, porém essa é a nossa maior dificuldade: fazer com que a comunidade entenda que o hospital não deve ser a primeira opção para casos que não sejam de urgência ou emergência?, aponta Richard. Para ele, e também para os médicos que hoje fazem parte da equipe de trabalho, chega a ser estressante e até mesmo desestimulante atender tantos casos simples, quando essas ocorrências deveriam ser atendidas primeiramente no Posto de Saúde. ?Realmente, essa é a nossa maior dificuldade. Tosse, assadura, coriza e coisas do gênero são casos simples e que acabam tomando muito tempo da equipe médica,?, diz.
Várias mudanças em pouco tempo
Embora, as reclamações da comunidade sejam constantes em relação ao atendimento no PA do hospital, o que se pode observar após conhecer as instalações e os números de atendimentos e cirurgias já realizados nesta administração é que o Hospital de Gaspar está apto a atender a comunidade.
Diversas mudanças positivas foram realizadas. Entre elas a divisão da internação, salas de parto e cinco pediatras disponíveis em regime de plantão, além de nove clínicos gerais, um ortopedista, cinco anestesiologistas e quatro médicos para cirurgias gerais. A farmácia também foi reabastecida, a mudança do Posto de Enfermagem que hoje fica dentro da área do Pronto Atendimento também foi importante, além da criação e ampliação de algumas salas que irão ajudar a diminuir a espera dos pacientes e melhorar o fluxo. ?Antigamente, os pacientes esperavam na recepção, passavam pela triagem e voltavam para a recepção até serem chamados. Agora, criamos uma sala de espera para que após a triagem eles possam aguardar em um local adequado?, completa Richard.
Como eles veem o Hospital de Gaspar
Joselita Melato trabalha no hospital há cerca de 30 anos. Segundo ela, lá é sua segunda casa. ?Como trabalho há muito tempo, posso ver as mudanças que aconteceram durante o passar dos anos. Hoje, o nosso hospital está muito melhor?, diz. A enfermeira obstetra, Charlene Furtado Carneiro, concorda com Joselita. ?Da maneira que ele está agora, acredito que só tem a crescer?, registra. A rapidez dos atendimentos foi a principal melhoria realizada nos últimos meses, segundo Nádia Rohling, enfermeira do PA. ?Os pacientes têm mais acesso e conseguem ser atendidos de maneira correta. Está ótimo?, conclui.
Edição 1397

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