A apaixonante arte de ensinar futuros músicos - Jornal Cruzeiro do Vale

A apaixonante arte de ensinar futuros músicos

29/08/2013

fotopg13abrecolorMD.jpgO olhar é fixo nas teclas brancas e pretas capazes de produzir variados ritmos e formar diversos gêneros musicais. O cuidado ao combinar cada nota e a atenção ao tocá-las é imprescindível para que o resultado final seja o esperado: encantar e até mesmo emocionar quem está por perto. Quando os alunos chegam, a sala se enche de vida, música e talento e novamente o olhar se atém ao teclado. Desta vez, a missão é repassar um pouco do conhecimento e mostrar como esta arte pode ser apaixonante.

Esta é a rotina da professora de música Bárbara Ogleari, 21 anos, responsável pelas aulas de teclado da Casa das Oficinas Culturais Dagoberto Gunther. No local, além do aprendizado de teclado, a comunidade possui também a oportunidade de participar de outros dois cursos ligados à música: violão e canto. Hoje Bárbara tem 22 alunos, entre 7 e 62 anos, que assim como ela escolheram o teclado como instrumento musical preferido. ?O teclado é um instrumento bastante peculiar e meus alunos o escolhem pelos mais variados motivos. Como é necessária muita teoria para aprender a tocá-lo, diferente de outros instrumentos, só continuam nas aulas aqueles que realmente gostam?, explica a professora.

Para a jovem, a musicalização é parte importante da vida destes alunos e por este motivo precisa estar presente desde a infância. A oportunidade de conhecer mais sobre música e aprender a comandar instrumentos como o teclado reforçam a formação de crianças, jovens e adultos que participam das aulas, além de ampliar a percepção cultural deste público. Além destes três cursos, a Casa das Oficinas Culturais oferece ainda aulas de cerâmica, desenho, patchwork, biscuit, entre outras atividades.

 

Envolvimento com a música

Desde adolescente Bárbara está envolvida com a música. Quando tinha 14 anos, seu pai começou a fazer aulas de violão e a incentivou a trilhar o mesmo caminho. Pouco tempo depois, a família presenteou o pai com um teclado e, por isso, ele deu início ao curso para conhecer mais sobre o instrumento. Novamente Bárbara acompanhou o pai e, a partir daí, passou a gostar sempre mais do instrumento e a música se fez cada vez mais presente em sua rotina. ?Além do teclado, também toco flauta doce e canto?, destaca Bárbara. Ela chegou até a formar uma banda, na qual era vocalista. Hoje, cursa a faculdade de Música na Furb e, além das aulas na Casa das Oficinas, também leciona musicalização em uma creche do município e oferece aulas particulares. 

 

 

Edição 1519

Comentários

Paulo
29/08/2013 11:28
Ótima reportagem e ótimo trabalho que é desenvolvido há anos na casa das oficinas. Estimular a cultura, educação, instigar a superação, mostrar que o aluno pode produzir música, pintar uma tela, dentre outros trabalhos. Fica a sugestão aos nossos vereadores, para abrirem uma filial da casa, que tal na margem esquerda. A cultura e educação tem que ser incentivada e boas práticas expandidas.

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