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Suspeito de matar indígena em Penha é morador de Gaspar - Jornal Cruzeiro do Vale

Suspeito de matar indígena em Penha é morador de Gaspar

05/01/2018
Suspeito de matar indígena em Penha é morador de Gaspar

O indígena Marcondes Namblá, de 38 anos, foi morto de forma brutal na madrugada do dia 1º de janeiro. Ele foi espancado em Penha, no litoral de Santa Catarina. Após poucos dias de investigação, a polícia chegou ao nome de um suspeito pelo crime: Gilmar César de Lima, de 22 ano, natural de Gaspar.

O mandado de prisão foi expedido contra o suspeito na quinta-feira, dia 4 de janeiro. O criminoso já possuía mandado de prisão preventiva por outro homicídio.


O crime

Imagens de uma câmera de segurança próxima ao local onde o crime aconteceu mostra Namblá sendo espancado por um homem que utilizava um pedaço de madeira. A agressão teve início após vítima e agressor trocarem poucas palavras. O indígena foi atingido na cabeça, caiu e o agressor foi embora. Quando estava afastado, porém, Gilmar percebeu que Namblá continuava se mexendo. Então ele voltou e continuou a espancar a vítima.

Namblá foi encontrado desacordado ainda na madrugada do Ano Novo. Ele estava caído na Avenida Eugênio Krause, no bairro Armação, em Penha. Ele foi levado ao Hospital Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no dia seguinte.

Segundo o delegado Douglas Teixeira Barroco, a polícia chegou ao nome de Gilmar através de depoimentos de testemunhas e das imagens da câmera de segurança. Informações preliminares dão conta de que Namblá teria mexido com o cachorro de Gilmar e que, por isso, o criminoso teria espancado a vítima.

A vítima

Marcondes Namblá, de 38 anos, morava em uma aldeia na cidade de José Boiteux, no Vale do Itajaí. Ele estava em Penha há poucos dias e veio para o litoral para vender picolés e complementar a renda da família.

Era professor formado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e ensinava crianças de tribos indígenas na mesma escola onde aprendeu a ler. No ano passado, tornou-se juiz das terras indígenas. Seu próximo objetivo era fazer mestrado. Ele era do povo Laklãno-Xolleng, da Terra Indígena Laklãno. Deixa a esposa e cinco filhos.

O corpo de Marcondes Namblá foi sepultado na tarde de quarta-feira, dia 3 de janeiro, na aldeia Coqueiros, em José Boiteux, onde vivia em uma casa na Aldeira Barragem.

 

 

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