Lista telefônica

E você? - Jornal Cruzeiro do Vale

Meu nome é ?B?

15/12/2017

A segunda letra do alfabeto foi o nome escolhido por um casal de empresários (Roberto – 38 anos e Luisa – 35 anos) para batizar o filho de 1 ano, agora registrado como ‘B’ (além do sobrenome). Segundo o pai, a opção foi uma alternativa para tentar amenizar a carga que a sociedade vem impondo no que é certo ou errado, justo ou não, inclusive na escolhe de gênero sexual. Já a mãe afirma que a alcunha foi para contrariar o óbvio e natural. Segundo ela, 90% dos nomes no Brasil possuem alguma origem bíblica, o que vai de encontro com os seus princípios, bem como, a letra B possui uma carga energética altíssima. Ambos concordam que a escolha é para tentar neutralizar ‘B’ quanto aos seus desejos no futuro.

Não foi uma tarefa fácil convencer o Registro Civil de acatar a vontade dos pais, tendo em vista que é vedado por Lei o registro de nomes pejorativos: “Os oficiais do registro civil não registrarão prenomes suscetíveis de expor ao ridículo os seus portadores” (Art. 55 da Lei de Registros Públicos).

Contudo, nada impede ‘B’ de, futuramente, ingressar judicialmente para retificar seu nome quando atingir a maioridade, se for alvo de situações vexatórias.

Mais uma vez a internet se dividiu. A minoria acredita que os pais estão corretos, possuem o direito de registrar o filho com o nome que bem entenderam, nem a Lei pode vedar a vontade deles. Citam, para tanto, outras alcunhas muito mais bizarras e que foram registradas no Brasil: A) Márciano Verdinho das Antenas Longas; b) José Casou de Calças Curtas; c) Chevrolet da Silva Ford; d) Liberdade Igualdade Fraternidade Nova York Rocha.

De outro lado, a maioria criticou veementemente a atitude dos pais, alertando que o filho fatalmente sofrerá preconceito e até bullying no colégio, com apelidos e piadas do tipo: Lá vem o ‘B’esta; ‘B’ebado; ‘B’eterraba....(criatividade dos internautas foi longe). Alegam, ainda, que se a moda pega daqui a pouco vai ter gente com nome de ‘?’, ‘Ç’, ‘10’, que cabe ao Estado a proteção dos menores e coibir essa prática.

E você, de qual lado está?

 

Edução 1831
 

Comentários

Deixe seu comentário


Seu e-mail não será divulgado.

Seu telefone não será divulgado.