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Pomerode: Um município predestinado - Jornal Cruzeiro do Vale

Pomerode: Um município predestinado

14/02/2014 11:17

A festa pomerana é a expressão máxima da cultura e da alegria do povo pomerodense, que guarda com fidelidade os hábitos e costumes da tradição alemã. Dos que participam deste grande evento que atrai tantos turistas, poucos sabem, entretanto, sobre a bela história que Pomerode soube construir ao longo dos seus 55 anos e se firmar como um dos mais dinâmicos e progressistas municípios do Médio Vale.

Pequeno territorialmente, com uma população de 28 mil habitantes, Pomerode foi aos poucos abandonando a sua atividade agropastoril dando lugar a um pujante parque fabril que hoje já comporta duas mil indústrias, 350 delas de grande porte. Face a isso o município experimentou uma fase de franco desenvolvimento em todos os setores como prova a sua posição no 25º lugar da arrecadação do Imposto Estadual. Dos seus feitos e conquistas do passado, vale lembrar que Pomerode já foi a ?Capital Brasileira das Porcelanas?, quando ainda era distrito de Blumenau, época em que também nascia ali um dos maiores Jardins Zoológicos do Brasil, por iniciativa da família Weege. Hoje, 82 anos depois e mantido por uma fundação, o Jardim Zoológico continua sendo a grande atração da cidade. Em 1976, quando o INPS divulgou a lista dos municípios devedores, Pomerode foi dos poucos que tinha sua situação regularizada. Em 1980, segundo o IBGE, Pomerode foi a campeã brasileira de alfabetização com apenas 246 analfabetos. Hoje, a situação não é muito diferente, pois de acordo com o Censo de 2011, a alfabetização ali atingiu 99,16%. Ainda, segundo o IBGE, o desemprego no município é de 4,82%.

Em 1982, Pomerode foi motivo de uma reportagem da revista Veja por ser considerado o município de menor criminalidade do país. Depois de inaugurado o Fórum, passou mais de dez anos sem realizar uma sessão de júri popular.

Também quando ainda era Rio do Festo, o município ganhou grande destaque nacional quando o alemão Hermann Gehrmann, na década de 1940, construiu o luxuoso Hotel Oásis. 

Com arquitetura requintada como foi concebido em forma de Castelo, era chamado de Quitandinha do Sul pelas atrações que oferecia como cassino, amplo salão de festas e fino restaurante. Getúlio Vargas e Jânio Quadros nele se hospedaram.

O governador Irineu Bornhausen ali festejou suas Bodas de Prata. 

Em homenagem aos seus 55 anos, eis um pouco da história desse pujante município vizinho, que tive a honra de representar na Assembleia Legislativa.

Alvaro Correia - Ex-parlamentar

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